"Sou filha do Sol, trazida pelo vento. Sou verdadeira Bruxa por dentro. Bruxa nascida do fogo, meu espirito é soberano. Sou a transformação, a destruição e também sou a criação. Vivo com liberdade, criatividade e lealdade. Assim vão me encontrar. E se procurarem bem no fundo da fogueira, lareira ou de uma vela Os meus olhos vão achar na chama daquilo que queima o meu espirito, estará lá. Mas logo vos aviso, se mau intencionado estás, não procurarás"

Rosângela Amaral

04 dezembro 2012

Oração do meu espirito

Quando eu esta em outra dimensão o Criador me fez um convite, para que eu estivesse neste mundo. Quando neste mundo eu cheguei a Mãe me deu um caminho. Meu espirito segue o convite do Criador e o caminho da Mãe. Em minhas orações peço que meu espirito chamas deixe de honrar o seu convite e meus passos nunca saiam do caminho da Mãe. Que em meu coração não habite duvidas, nem medo de meus enfrentamentos, que meus passos não se desviem do rumo. Peço que junto dos meus irmãos de quatro patas eu possa estar sempre em amor e harmonia. Que possa compreender suas medicinas. Que juntos aos avós pedras meus registros se façam com beleza. Que eu possa proteger todos os meus irmãos plantas com sua sabedoria de cura. Peço a Mãe que me limpe com suas águas sagradas quando meu coração ficar triste. E quando o tempo do meu tempo terminar meu espirito correra livre por todos os caminhos de minha Mãe Terra e junto aos irmãos de medicina de novo me sentarei diante do fogo sagrado da criação.

Helena d’Aradia.

18 outubro 2012

A importância da mesa de comida e bebida no sabbat

A mesa de comida e bebida também é considera um altar.
Antes de comermos o que está disposto na mesa nós oferecemos aos deuses o nosso alimento o agradecemos por ele, por isso a importância de uma mesa farta e bonita.
Devemos sempre oferecer aos deuses o que há de melhor, pois ele nos retribuirá com o mesmo empenho que dedicamos a ele. Os deuses não nos dão nem mais nem menos, apenas a quantidade que damos a eles.
Não precisamos comprar alimentos caros. Precisamos apenas escolher os alimentos com carinho e procurar os melhores na hora da compra.
Os alimentos ali servidos muitas das vezes têm referencia ao sabbat que esta sendo comemorado. Certos rituais pedem determinadas frutas, às vezes nozes e castanhas e etc.
Caso você venha a fazer o alimento para a mesa de comida como, por exemplo, um bolo, um quiche, tortas e etc mentalize o amor que você dedica aos deuses. Mentalize na sua comida o quão grata você é por tê-los contigo. Os deuses gostam de agrados e de serem lembrados não somente na hora de um pedido, mas na hora de um agradecimento também.




16 outubro 2012

Audrey Hepburn

Audrey Hepburn é mundialmente conhecida pelos seus filmes. Um de seus clássicos foi “Bonequinha de luxo”. Além de seus filmes, para Hollywood ela foi considerada a mulher mais bonita da história e para a American Film Institute ela é a terceira maior lenda do cinema mundial. Contudo o que poucos sabem é que ela também é considerada uma humanista belga.
Sua história começou após a separação dos pais. Filha de uma família rica ela foi levada para um internado Inglês, apesar de sua família morar na Holanda. Com a eclosão da segunda guerra mundial ela retornou a Holanda. Vários parentes morreram na sua frente com a invasão dos nazistas. Passou anos passando necessidades financeiras. Para que pudesse arrecadar um mínimo de dinheiro dançava como bailarina em balés clandestinos e junto de suas danças levava mensagens secretas em suas sapatilhas.
Após a guerra ela e sua mãe retornaram a Inglaterra e Audrey ingressou em uma escola de balé, contudo a mensagem transmitida pela sua professora foi que ela era alta demais por isso não seria uma boa bailarina. Para manter o sustento da família ela trabalhou como modelo fotográfica.
Poucos anos depois Audrey começou a trabalhar com pequenas produções cinematográficas.
Foi numa produção da Broadway que conheceu seu marido Mel Ferrer. Em 1960 nasceu o filho do casal, todavia antes deste nascimento ela sofreu diversos abortos espontâneos o que a deixava deprimida a cada ano que passava. Apesar de ganhar diversos Oscar e indicações ao Oscar ela começou a ficar deprimida com pequenos erros dela no set de filmagem ou por não receber nem a indicação por um papel atuado por ela.
Audrey se separou do marido e seis meses após sua separação ela se casou pela segunda vez com um psiquiatra Italiano Andrea Dotti. Em 1970 ela deu a luz ao seu segundo filho. Em 1980 Audrey pediu o processo de divorcio. No mesmo ano atuou com Robert Wolders em “Muito riso e muita alegria” e com ele viveu até o fim de sua vida.
Em 1989 realizou seu ultimo filme e no mesmo ano viajou pelo mundo dando palestras e promovendo concertos destinados a causas mundiais. Ela passou seus últimos anos em causas pela Unicef.
Em 1993 ela faleceu devido a um câncer de apêndice.
Audrey é ainda motivo de inspiração ao redor do mundo. Na Itália e EUA há uma historia em quadrinhos onde a personagem principal foi inspirada fisicamente nela. A personagem é uma criminologista que tem como profissão desvendar e solucionar crimes pela cidade. No ano de 2000 foi lançado um filme em sua homenagem “The Audrey Hepburn Story”. Tal filme causou polemicas devido a escolha da atriz que interpreta Audrey.

Quer ver um pouco da Audrey...?
Assista um pedacinho de Bonequinha de Luxo!
http://www.youtube.com/watch?v=BOByH_iOn88




14 outubro 2012

Celebração do dia

Antiga celebração eslava para as Rodjenice, as deusas do destino.
Como as Parcas gregas ou as Nornes nórdicas, elas eram três mulheres que presenciavam todos os nascimentos, uma delas tecendo o fio da vida, outra o medindo e a terceira cortando-o.
A elas eram oferecidas as primeiras porções de comida dos festejos de batismo e a placenta dos recém-nascidos, que era enterrada sob uma árvore frondosa.
De acordo com o país de origem, aceitam-se, na formação da tríade, as deusas Rojenice, Sudnice e Sudjenice ou as deusas Fatit, Ore e Urme.

As cores de suas vestes eram relacionadas às suas “funções”. Enquanto a primeira veste azul e tece a juventude da vida a próxima alegra a vida e veste vermelho, por ultimo vem a que corta o fio da vida vestindo branco que simboliza o sinal da morte.
Um filme onde elas aparecem é a Bela Adormecida da Disney. Em um trecho diz :
”Quando estava tudo terminado, a menina mulher azul dotado de dons mágicos: a primeira virtude, a outras pela beleza, as riquezas terceiro, e assim por diante com tudo o que poderia desejar no mundo.”

Quer relembrar em que momento as Rodjenice ou as fadas madrinhas ,assim então chamadas, da Bela adormecida aparecem no filme?
Assista um pedacinho do filme.
http://www.youtube.com/watch?v=fgXidLjDIfA



12 outubro 2012

O poder do canto

Quando cantamos sozinhas emitimos uma vibração e com isso uma força. Quando cantamos em grupo essa energia e vibração se tornam mais fortes. O poder criado e direcionado por um grupo de mulheres cantando é maior do que a soma das energias individuais. Por isso devemos cantar todas juntas em um circulo durante os rituais. Direcionando através dos nossos cantos o que desejamos agradecer e pedir. Lembrando que jamais podemos nos esquecer de agradecer pelos nossos ganhos, como nossa vida saudável, a dos nossos filhos, pelos nossos bens materiais e etc. Cada mulher recebe apoio desta energia grupal e ao mesmo tempo torna-se um canal para irradia-la. A concentração aumenta, as distrações são menos frequentes, principalmente se as mulheres se conhecem e sabem como unir suas auras para criar uma egrégora harmônica.

Um grande exemplo que temos são os corais gospel americanos. Famosos no mundo eles são nada mais nada menos que pessoas unidas por uma música especifica e com um intuito. O ultimo coral que teve proporções mundiais foi o transmitido na abertura da copa do mundo em Johanesburgo. Um coral gospel africano foi transmitido pelo mundo tocando o coração de muitas pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=HCJyICSgRGU&feature=player_embedded



10 outubro 2012

Santa Hildegarda de Bingen – Parte 3

Em 1136 Jutta vem a faleceu e Hildegarda passa a ser a mestra das monjas.
No mesmo ano ela recebe uma visão que a diz: "Oh mulher frágil, cinza de cinza e corrupção de corrupção, proclama e escreve o que vês e ouves".
Todavia temendo sua capacidade e com receio dos pensamentos alheios ela torna a adoecer. Com a ajuda de outro Monge que a diz que se foi uma visão ela deve por em pratica ela começa a esboçar Liber scivias Domini. Somente em 1147 através de uma carta ao Papa Eugenio III pedindo para o mesmo ler seus relatos e confirmar suas visões que ela sentiu-se encorajada a publicar seu dom profético. O Papa e um comitê de cléricos garantiu que suas visões eram verdadeiras e honrosas.
Em seus relatos o que era mais surpreendente era a forma que criticava os preconceitos da época.
Ela mencionava que as mulheres em geral tinham pouquíssimo espaço à vida social, civil e religiosa. Ainda criticava os estudos que eram dirigidos às mulheres e aos homens dentro da instituição católica. Para os homens, as mulheres eram consideradas analfabetas e sua moralidade e capacidade física e intelectual posta à prova.
No mesmo ano saiu do convento de Disibodenberg devido a uma visão e seguiu para o antigo Mosteiro de Rupertsberg que estava arruinado e era localizado uma região erma. Teve oposição do clero, mas seguiu mesmo assim com suas dedicadas e reconstruiu o antigo mosteiro completando sua obra dois anos depois. Sua primeira obra Liber scivias Domini foi conclusa neste mosteiro no ano de 1151.
Hildegarda viajou pela Europa pregando a favor das mulheres. Sempre acompanhada de suas visões que a diziam qual era seu próximo destino.
1163 começou a escreve a obra teológica mias notável que era baseado no evangelho de São João e no livro do Genesis. Essa obra sofreu varias interrupções e só foi publicada em 1174 pouco antes de seu falecimento.
Ao longo de sua vida escreveu diversas obras e realizou vários trabalhos ao longo da Europa em prol das mulheres. Compôs diversos cânticos hoje conhecidos e cantados em diversas igrejas

Quer ouvi-los? É acolhedor!
http://www.youtube.com/watch?v=ClPTuzkUdlA



08 outubro 2012

Santa Hildegarda de Bingen – Parte 2

Hildegarda nasceu em uma pequena família da nobreza de Bermershein. Ela foi a decima filha e como era de costume na época foi oferecida a Igreja como dizimo. Além disso, seus pais decidiram por uma vida religiosa para ela devido sua fragilidade de saúde e constantes visões.
Aos três anos de idade ela teve sua primeira visão e a descreveu como uma luz tão forte que fazia a sua alma vibrar. Essas visões foram decorrentes ao longo de sua vida. Apesar de relatar as visões para os familiares logo deixou de comentar por conta dos comentários e olhares duvidosos.
Aos oito anos foi confiada aos cuidados de Jutta, uma mestra de um pequeno grupo de monjas beneditinas e filha do conde de Sponheim.
Na época os beneditinos eram o mais importante cargo de cultura dentro da Igreja na aristocracia germânica.
Suas visões continuavam e em seus relatos apesar de não perder suas faculdades mentais e corpóreas elas a exauria deixando-a constantemente doente. Sem saber ainda o motivo delas muitas das vezes Hildegarda relatava-as como vindo da alma e às vezes tendo sensações táteis e olfativas.
Em 1114 ela fez seu voto definitivo a Ordem Beneditina. Muitos anos de sua vida não possuem relatos a não ser quando ela foi considerada santa. Sabe-se somente que a vida dos beneditinos era de constantes trabalhos manuais e muitas viviam em cárcere sem ver o mundo externo.
Após sua santificação por trabalhos realizados com doentes e cura vinda de suas musicas sua vida começou a ser mais relatada. Seu convento cresceu e ela mencionava sua clarividência como algo que não mais a exauria e como uma ferramenta para descobertas tanto de ervas quanto do futuro.


Continua...



06 outubro 2012

Santa Hildegarda de Bingen – Parte 1

Conhecida mais tarde como Santa Hildegarda de Bingen a monja beneditina tinha um alto conhecimento em diversas formas de arte.
Além de monja ela era mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã, e mestra do Mosteiro de Rupertsberg em Bingen am Rhein, na Alemanha.
Pouco conhecida pelo grande publico moderno, contudo não menos importante que muitas mulheres e homens que viveram na sua mesma época. Hoje ela é considerada a mulher mais singular do século XII na Europa.
Rompeu as barreiras dos preconceitos contra as mulheres que existiam em seu tempo e se tornou respeitada por autoridades em assuntos teólogos.
Seus vários e extensos escritos mostram que ela possuía uma concepção mística e integrada do universo, ainda que essa concepção não excluísse o realismo e encontrasse no mundo muitos problemas. A solução para eles, de acordo com suas ideias, devia advir de uma união cooperativa e harmoniosa entre corpo e espírito, entre natureza, vontade humana e graça divina.
Todavia sempre se manteve fiel aos votos feitos a Igreja Católica, mas combatia a corrupção dentro da mesma. Ela quis acima de tudo ensinar os mistérios da religião, do cosmos, do homem e da natureza para seus semelhantes.
Para ela o universo era a resposta para as dúvidas da humanidade, e a humanidade era a resposta para o enigma do universo.
Sua frase mais famosa diz que o Espirito Santo não poderia responder uma pergunta nossa se não perguntássemos a ele o que queremos saber.
Além de mística, teóloga e pregadora, foi poetisa e compositora talentosa, deixando obra de vulto e original. Também fez muitas observações da natureza com uma objetividade científica até então desconhecida, especialmente sobre as plantas medicinais, compilando-as em tratados onde abordou ainda vários temas ligados à medicina e ofereceu métodos de tratamento para várias doenças. Após um longo período de obscuridade, sua vida e obra vêm recebendo atenção crescente desde a segunda metade do século XX; seus escritos começaram a ser traduzidos para várias línguas.

Continua...




04 outubro 2012

Celebração do dia

Celebração da antiga Deusa celta Boan a “Senhora das Vacas Brancas”, padroeira do Rio Boyne, na Irlanda e protetora das artes, da inspiração e da fertilidade. Segundo a lenda, havia uma fonte mágica na cabeceira do rio Boyne, onde cresciam nove aveleiras encantadas, cujos frutos conferiam o dom do conhecimento. As avelãs maduras caiam no rio, onde eram comidas pelo salmão, a mais sabia entre todas as criaturas da mitologia celta. Todas as deusas eram proibidas de se aproximar da fonte, mas Boann tentou chegar perto, o rio enfurecido saiu de seu leito e ameaçou afogar Boann. Ela se salvou e o rio não pode voltar atrás levando assim os dons da sabedoria a todas as pessoas





O conto mais famoso de Boann e sobre o seu amor por Dagda, o bom deus da floresta. O amor era reciproco, portanto ambos tinham seus companheiros.
Fui numa noite do Sabbat de Samhain quando os véus entre os mundos estavam mais finos que eles tiveram sua noite de amor. Boann ficou gravida e Dagda e a fim de esconder a gravidez de sua amada pega uma harpa magica e envolve todos em uma espiral. Apesar disso, Boann com medo de Nuana, companheira de Dagda resolver ter seu filho no mundo das fadas.
Apesar de no mundo dos deuses nove meses terem se passado no mundo dos homens somente 1 se passou.
Assim Boann deu a luz a Angus, deus sempre jovem. O destino tinha marcado esta criança para grandes coisas. Ele se tornaria um curandeiro de almas, o deus do amor e da poesia e do êxtase.




Um grupo de musica tem o seu nome Boann homenageando esta deusa.
Conhece-os:
http://www.youtube.com/watch?v=n2Kv3z5S9t0&feature=related




02 outubro 2012

A importância do circulo

O circulo é o mais antigo e sagrado símbolo. Vários mitos da cosmogênese mencionam o útero primordial, o ovo cósmico, o ventre da terra e a roda sagrada.
Os povos antigos reverenciavam o circulo como a representação da unidade e da perfeição da fonte criadora.
As culturas matrifocais ou tribais construíam suas casas e templos com formas redondas ou em semiesféricas.
O circulo é representado em um ritual para mudar a nossa forma pensamento linear e recriar a dimensão magica de um “espaço entre mundos”. Além disso, o circulo é a forma perfeita por ser igualitário, perfeito, seguro, harmônico e sem um começo e sem um fim.






A forma circular mais famosa e conhecida no mundo moderno foi a távola redonda do Rei Arthur.
Com o proposito de mostrar aos homens que todos são iguais ele conscientemente ou inconscientemente reverenciou a Deusa e o ovo cósmico.
Hoje é possível conhecer a távola redonda na Ingletarra. Após Arthur usa-la por anos ela sofreu modificações artísticas quando Henrique VIII inseriu sua imagem na mesa.
Sentavam-se à mesa junto de Arthur 46 cavaleiros, contudo a mesa não é grande como se espera o que forma um circulo de homens sem brechas fortalecendo os pensamentos e discussões que diante da mesa eram discutidos.




01 outubro 2012

Frida Kahlo

Fidra Kahlo foi uma das maiores artistas mexicanas. Ela nasceu em 1907 numa pequena cidade próxima da Cidade do México. A casa onde nasceu e cresceu era conhecida como a casa azul e após a sua morte virou um museu destinado a suas obras e história.
Seu pai era alemão e tinha ido para o México com sua primeira esposa quando dia 19 anos. Sua primeira esposa faleceu dando a luz a seu segundo filho. Matilde, sua mãe era de origem indígena e foi a segunda esposa do seu pai. Com ele Matilde teve 4 filhas sendo Frida a terceira.
Desde pequena Frida dizia que cresceu num mundo cheio de mulheres.
Em seu histórico de vida ela contraiu diversas doenças, lesões e um grave acidente.
Aos 18 anos ela sofreu um acidente onde o bonde que trafegava chocou-se com um trem. Além disso, um para-choque de um veículo perfurou-lhe as costas atravessando a pélvis e saindo pela vagina. Frida ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. Tal acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais.
Aos 22 anos ela casa-se com Diego Rivera. Teve um casamento tumultuado visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Apesar de ter engravidado varias vezes em todas elas perdera o bebê por conta do acidente que sofrera com o bonde.
Tentou se matar diversas vezes por diversas questões emocionais mas veio a faleceu por uma forte pneumonia. Diego Rivera descreveu em sua autobiografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico dia de sua vida.




Sua carreira como artista começou tardiamente, mas não com menos esplendor. Seu pai tinha a pintura como passatempo, mas ela não se interessava pela mesma. Só se interessou quando sofreu o acidente de bonde que começou a pintar seus coletes de gesso.
A peça foi intitulada como “a coluna partida”
Ela aprendeu gravura, desenho e modelagem seguindo sua obra de forma autêntica.




Quer conhecer mais sobre essa mulher incrível?
Veja o filme sobre ela...

http://www.youtube.com/watch?v=lt8zzlavPGM&playnext=1&list=PLCC8F645CA8C5592D&feature=results_video

05 setembro 2012

Celebração do dia

Comemoração da deusa Bereginy, um grupo de deusas eslavas da fertilidade, das florestas e dos animais selvagens. Eram representadas metade mulher, metade animais (ursos, lobos, pássaros ou peixes). Seu culto era feito nas floresta de bétulas, perto dos rios ou dos lagos, reservado exclusivamente às mulheres.

No Brasil, os índios Camayurá reverenciam Noitu, a mãe do Sol Kuat e da Lua Yai, protetora dos animais selvagens, aparecendo em forma de onça.

Celebração Nanda Devan, na Índia, e deus da prosperidade e da boa sorte. Filho de Shiva e Parvati, Ganesha tinha um corpo rechochudo e cabeça de elefante. Era considerado o padroeiro da literatura, sendo invocado pelos estudantes, que lhe ofertavam frutas e bolos de arroz no inicio do ano escolar e as vésperas das provas.

31 agosto 2012

A Lua que não é Azul

É chamada de Lua Azul, por ser a 2ª Lua Cheia dentro do mesmo mês por que a primeira ocorreu no primeiro dia do mês, dando uma diferença de 29,53 dias entre uma e outra, ideal para o fenômeno ocorrer.

Esse nome surgiu a partir do anuário astronômico americano do século XIX, quando um astrônomo deu o nome de Blue Moon para a segunda lua cheia que aconteceria em um mesmo mês. O nome, portanto, não está relacionado diretamente à cor do corpo celeste.

Existem alguns registros raros onde a coloração do nosso satélite foi realmente alterada. Um desses registros remonta aos anos de 1883, quando uma violenta erupção no vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia, lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima ao horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta.

Em 1951, um grande incêndio nas florestas canadenses produziu o mesmo efeito que o Krakatoa, mas só pôde ser observado na América do Norte.

Por isso, nós Bruxos vamos comemorar apenas a Lua Cheia, pois a Lua nunca ficará realmente Azul.

É um momento fantástico para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos.
Favorece ainda a prosperidade, o amor e a abundância como um todo.

A Lua exerce incrível influência sobre nós uma vez que nosso corpo é constituído 70% de água e, essa influência atua no corpo emocional.

09 agosto 2012

Celebração do dia

Vinália Rustica, festival romano do vinho dedicado a Vênus. Nesta noite, a deusa do amor e da beleza era reverenciada com cantos, danças, louvações e rituais.
O culto a Vêsnus é bem mais antigo que as celebrações romanas. Conhecida na Grécia como Afrodite ou "A que nasceu da espuma do mar", ela era uma antiga Deusa Mãe da Ásia, juntamente com Inanna e Ishtar, detentora de todas as manifestações do poder absoluto do amor. Após sucessivas adaptações, sua manifestação ficou restrita aos atributos da beleza, prazer e sensualidade.

Nos paises celtas e nordicos as equivalentes de Afrodite eram Ailinn, Aine, Blodewedd, Branwen, Deirdre, Emer, Epona, Fand, Freyja, Frigga, Hnossa, Ingeborg, Lofu, Lofua, Minne, Sjofn e Ygerna.


07 agosto 2012

Celebração do dia

Celebração chinesa da deusa lunar Chang O. Segundo a lenda mais recente, Chang O costumava viver na Terra, juntamente com o seu marido, um famosos caçador. Para recompensar sua destreza, os Deuses decidiram lhe oferecer a bebida da imortalidade, mas Chang O bebeu-a sozinha, sem querer compartilhá-la. Envergonhada, fugiu e escondeu-se na lua, onde vive até hoje com uma lebre.Um mito mais antigo, no entanto,descreve Chang O como uma guardiã do elixir da imortalidade. Seu marido, o caçador, com ciumes desse monopólio mágico, tentou rouba-la . Enfurecida, ela abandonou-o, indo morar na Lua, de onde cuida das mulheres, vigiando para que estas não deixem seus maridos "roubarem" seu poder.

Neste dia, na antiga Ibéria, reverenciava-se Lur, a Mãe Terra, criadora do Sol, da Lua e de toda a vida. Um de seus aspectos era Ekhi, a deusa solar, cujos raios dissipavam todos os males.

Festival celta Tan Hill comemorando, com fogueiras e danças rituais, Teinne ou Tan, o poder do fogo sagrado. Homenageava-se Triduana, uma antiga deusa do fogo , precursora da deusa Brighid

"Abertura de Nilo", antigo festival anual egpicio em louvor às deusas Hathor e Nut, abencoando as águas do Nilo para que fertilizassem a terra

Adônia, cerimonia na Grécia lembrando a morte de Adonis.

Dia dedicado à consciencia de Gaia, meditação global em beneficio da Terra


27 julho 2012

Celebração do dia

Dia da famosa rainha egípcia Hatshepsut, considerada uma representação da Deusa da Cura. Hatshepsutviveu na 18º dinastia, em 1490 A.C e construiu inumeros templos dedicados à Deusa.
Reinou sozinh, sem consorte, com pulso firme e mente agil e justa. Não promoveu guerras e incentivou a arquitetura e o comercio. Como rainha, foi digna representante da Deusa, a quem honrava. Os atuais seguidores das antigas tradições egípcias realizam, neste dia, vários rituais para a cura pessoal, coletiva e global

Na Irlanda, este é um dia considerado muito favorável à collheita de ervas curativas. Homenageia-se Airmid, a deusa da cura e da magia, guardiã da fonte sagrada da saude. As pessoas vão em peregrinação para as fontes sagradas e oram em prol de sua cura, amarrando pedaços de suas roupas ou fitas coloridas nas arvores que circundam as fontes

Celebração e procissão das curandeiras e feiticeiras, na Belgica


22 julho 2012

Celebração do dia

Antiga celebração de Maria Madalena, na França. Nesta data, mulheres de todos os lugares peregrinavam a uma gruta e, diante de um altar, pediam à Santa que lhes ajudasse a rrumar namorados ou maridos.
Segundo os evangelhos gnosticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador de luz). Apos a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se uma lider Gnóstica, copetente e respeitada até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na igreja para liderar, oficinar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcala exclusiva.
Madalena foi morar na França, perto de Marselha. Lá se estabeleceu em um gruta, levando uma vida de eremita, curando e ajudando as pessoas. A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade ligados à Deusa.

Na Anatólia, festival à Arinna, deusa da luz e do dia


20 julho 2012

Celebração do dia

No Japão, O-Bon, o festival das lanternas celebrando os espiritos ancestrais. Neste dia, limpavamse as casas, os tumulos, as lapides e os altares. Sacerdotes e monjas visitavam as casas e os tumulos, recitando sutras sagrados. Para iluminar o caminho dos espiritos ancestrais de volta para suas casas, onde lhe eram oferecidas fartas ceias, inumeras lanternas e tochas eram acesas pelos caminhos. No dia seguinte, os espiritos voltavam para o além, acompanhados por pequenos barcos iluminados.

Comemoração de Paraskeva, deusa eslava do amor e da sexualidade, associada à saude, à agua, à fertilidade e ao casamento. Devido a sua popularidade, ela foi adotada pela igreja e transformada em santa

Na Polonia, celebrava-se, neste dia, Dodola, a deusa da chuva

Na Lituânia, as antigas deusas do amor Prende e Vakarine, eram invocadas durante o Vainikinas, o festival anual dos namorados, também chamado de "a amarração das guirlandas"

Dia da Santa Margareth da Antióquia, a guardiã das crianças, representada montando um dragão e batendo no chão com o bastão para atrair as chuvas, gesto ritualistico das sacerdotisas da Deusa.

Aniversario da profetisa grega Damo, filha dos filosofos Pitagoras e Theano.


18 julho 2012

Celebração do dia

Aniversário de Nephtys, a deusa egipcia da morte, irmã de Ísis e esposa do deus Seth. Enquanto Ísis representava a força da vida e do renascimento, Nephtys era a deusa do por-do-sol, dos tumulos e da morte. Seus respectivos cônjuges também representam energias opostas: Osiris, o consorte de Ísis, era um deus da fertilidade; Seth, o cônjuge de Nephtys, representava a aridez, a esterilidade e a maldade

Em Hong Kong, celebração da deusa das florestas Lu Pan, a padroeira daqueles que trabalham com madeira

Festa dos índios norte americanos festejando a "Mulher de Cobre" (Cooper Woman) e a "Mulher Vulcão" (Volcano woman), deusas dos minerais e dos metais

Comemoração da deusa da persa da justiça Arstat, conhecida com a personificação da verdade e da honestidade. Suas palavras propiciavam o crescimento e a prosperidade de todos os seres vivos


15 julho 2012

Celebração do dia

Celebração da deusa finlandesa Rauni ou Roonika, regente do trovão e esposa do deus do relampago. Conhecida também sob outro nomes ( Akko, Maan-Eno ou Ravda, ela se materializa nas sorveiras, sendo que suas frutas vermelhas lhe eram consagradas. A sorveira ("rowan") é uma arvore mágica, usada em rituais de proteção e defesa e para a confecção de varetas runicas e varinhas mágicas. Segundo a lenda, por meio de uma relação sexual durante seu periodo menstrual, Rauni criou a sorveira e outras arvores mágicas de flores ou frutos vermelhos. Para homenagea-lá, as pessoas lhe ofertavam os melhores pedaços das renas abatidas durante as caças.

Nos países eslavos, comemoravam-se a deusa do fogo Oynyena Maria ou "Maria do fogo", companehira do deus do trovão e Perkune Tete, uma das deusas do relampago e do trovão. Segundo a lenda, Pekune Tete recebia a cada noite o sol, banhando-o e fazendo-o brilahr novamente, devolvendo-o ao céu a cada amanhecer.

Na Grécia, inicio das Olimpiadas e no Egito, celebração do nascimento do deus egipcio Seth, um antigo deus da magia e da morte

Dia de Chung Yuan, o festival dos mortos na China, homenageando Ti Tsang, o senhor do mundo subterrâneo


13 julho 2012

Celebração do dia

Festival de Demeter, na Grécia, celebrando com procissões de mulheres descalças enfeitadas com guirlandas de flores do campo. Acredita-se que, ao andarem descalças, as mulheres podiam se comunicar diretamente com a deusa. Segundo as lendas, Deméter trouxe as primeiras sementes de trigo para a humanidade, ensinando-as a cultivar a terra e transformar o grão em pão. Deméter era a protetora das mulheres, da maternidade e do amor conjugal. Ela regia as colheitas, os cereais, a vegetação, o renascimento, a agricultura, a civilização, as leis, a filosofia, a magia e a propria terra.

Dia do Junco, celebrado com danças das meninas e de mulheres na Suazilândia, na África, comemorando a deusa elefante Ndlovukazi, equivalente feminina do deus indiano Ganesha

Festival anual Bon Odori, no Japão, reverenciando os espiritos ancestrais com lanternas coloridas e oferendas de comidas nos tumulos dos familiares falecidos

Celebração do deus egipcio da vegetação e fertilidade Osíris irmão e consorte da deusa Ísis.

Festa de Nossa Senhora de Fátima em Portugal.


11 julho 2012

Celebração do dia

Kronia, festival anual cretense honrando o deus Kronos, o pai do tempo e a deusa Rhea, a mãe Terra, esposa de Kronos e mãe da maior parte das divindades. A deusa Rhea, sob seu aspecto de Potnia, era chamada de Magna Mater- A grende mãe- e de senhora do labirinto. Era a deusa principal de Creta e seus simbolos sagrados eram a "labrys", o pilar e a serpente. Tinha vários templos a ela dedicados, como em Kydonia, Phaistos, Mallia e Zakro, mas o principal era dentro do templo de Cnossos, cujo formato originou a lenda do labirinto. Seu consorte era o jovem Velchanos, que "morria" anualmente com o fim da vegetação e "renascia" a cada primavera. Similar a Demeter/Persefone, Inanna/Dumuzi e Cibele/Attis, esse mito simbolizava o ciclo das estações e da natureza.

Aniversário de Theano, a padroeira dos vegetarianos, esposa de Pitagoras e filósofa como ele.

Acredita-se que este é o dia mais afortunado do ano e que as crianças nascidas hoje terão muita sorte e sucesso em suas vidas


06 julho 2012

Celebração do dia

Celebração de Chih Nu, a deusa tecelã chinesa, padroeira das tecelãs, dos casamentos e regentes da estrela Vega, da constelação de Lira. A tarefa desta deusa era tecer as roupas das divindades com os fios multicoloridos do arco-íris.

Festa de Io, antiga representação grega da Lua como uma deusa com cabeça de vaca, ornada com chifres e tendo em seu corpo as três cores sagradas da Deusa: branco, vermelho e preto.
Posteriormente, esse simbololismo foi atribuido a Hera, que passou a ser chamada de "Deusa com olhos de vaca" e Io foi reduzida a uma simples mortal, amante de Zeus e transformada por ele em vaca para escapar à furia de Juno.

Dia dedicado as deusas lunares adoranadas com chifres: Hathor, Io, Hera, Juno, Luna, Pasiphae, Selene, Ishtar, Ísis e Nephtys


04 julho 2012

Celebração do dia

Gahan, a cerimonia dos indios Mescalero Apache homenageando os espiritos das cachoeiras, das montanhas e a deusa ancestral da terra Akwin.

Dança do Sol dos índios Ute honrando o deus do fogo solar, a força dos guerreiros e a deusa solar Kutnahin

Na Austrália, comemora-se "As filhas do tempo de sonhos do sol" ou as Djanggawul. Eram divindades ancestrais, guardiães das tradições e dos ritos que regiam a fertilidade, a criação das plantas e dos animais.
Possuiam bolsas mágicas que lhes conferiam o poder de criação. Foram elas que legaram às mulheres o poder e a sabedoria para criar e fazer rituais.

Celebração da deusa Pax, guardiã da paz e da harmonia, equivalente romana a deusa grega Concórdia


02 julho 2012

Celebração do dia

Na Europa antiga, celebração das futuras mães, honrando todas as deusas padroeiras da fertilidade, da gestação, do parto e dos nascimentos como Artêmis, Bona Dea, Carmeta, Leto...
Neste dia as mulheres gravidas recebiam bençãos e honras, sendo celebradas pelas outras mulheres e abençoadas pelas sacerdotisas.


30 junho 2012

Celebração do Dia

Oferendas e rituais de agradecimento para Zaramama, a mãe dos grãos no antigo Peru. Aceditava-se que ela encarnava na terra na forma de espigas de milho com alguma caracteristica especial,como espigas germinadas ou cores estranhas. As pessoas ofertavam-lhe espigas pendurando-as nas arvores, algumas delas "vestidas" como se fosse mulheres, com saias e xales. Depois das danças ritualisticas ao redor das arvores enfeitadas com as oferendas, as espigas eram queimadas para assegurar uma boa colheita e as pessoas festejavam bebendo cerveja de milho.

Dia de Aestas, deusa do milho e do verã, celebrada em Roma durante o festival de Aestatis

Na mitologia de vários países encontra-se a personificação do milho como mulher, mãe ou donzela. Em alguns dos mitos, o milho nasce do sangue ou do corpo de uma mulher que eram espalhados no campo após sua mort, enquanto em outros apenas broa de seu corpo vivo

Em outras culturas, a Deusa manifesta sua essencia na ultima espiga colhida, que era guardada para ser misturada às sementes a serem utilizadas no próximo ano.

Os povos nativos norte-americanos veneravam as mães do milho (Corn Mother), enquanto os europeus faziam oferendas as Korn MUtter e às deusas Ziza e Zythuiamarka


28 junho 2012

Celebração do dia

Celebração de Lâmia, antiga deusa das serpentes reverenciada na Líbia e em Creta, transformada, posteriormente, na rival de Hera. Nos textos medievais, ela parece como uma figura grotesca, um monstro que assuatava as crianças à noite. Provavelmente, Lâmia era uma variante de Lamashtu, mãe dos deuses da Babilônia, venerada como uma serpente gigante com cabeça de mulher. Apesar de Lamashtu ser temida como uma deusa destruidora, ela era considerada, também, a Mãe Criadora e senhora do céu. Na Biblia, Lâmia aparece como sinonimo de Lilith, como um monstro noturno e bruxa.

Celebração da deusa grega da alvorada e do dia Hemera, com danças e orações, do nascer do dia até o por-do-sol. Era filha da deusa da noite Nyx, que também era mãe das Hespérides, as deusas estrelares.

Celebração da santa Marta, na França, cuja lenda reproduz um atributo da Deusa como senhora dos dragões e serpentes.


26 junho 2012

Celebração do dia

Na Polinésia, reverencia-se a mãe ancestral, criadora da vida, da terra e de todos os seres, com oferendas e orações para assegurar a nutrição, a saúde e a segurança de seu povo. Dependendo do lugar, seu nome era Ligapup, Lorop ou Papa

Niman Kachina, a chegada dos Kachinas nos Pueblos Hopi, nos Estados Unidos, festejados durante dez dias com danças e cantos. Os kachinas eram divindades ligadas às forças da natureza e, uma vez por ano, traziam bençãos para as pessoas, voltando depois para o seu mundo subterrâneo.

Dança do Milho dos índios Iroquois, celebrando a colheita e agradecendo às divindades da terra e da natureza: Eithinoha, a mãe erra e a mãe do milho e Aataentsic, "a mulher que caiu do céu", mãe dos ventos e criadora da vida.

Celebração do Feng Po, a deusa chinesa do tempo, senhora dos ventos e dos animais selvagens. Feng Po controlava os ventos cavalgando um tigre dourado e guardando-os em seu grande sacola nas costas.

No folclore irlandes, acredita-se que ao meio dia pode ser vista a entrada secreta para o centro da terra no topo do monte Scartaris.



24 junho 2012

Celebração do dia

Neste dia, no calendário Inca, celebra-se o deus solar Inti no grande festival de Inti Raymi. Representado como um homem cuja cabeça era um disco dourado do sol, Inti era consorte e irmão de Mama Quilla a deusa da lua.
A reminiscência atual dessa festa antiga é a comemoração, em vários lugares, do dia de São João, com danças ao redor da fogueira, como no México, Novo México, Porto Rico e na América do Sul

Dia das lanternas, homenagem no Egito às Deusas Isis e Neith, em seus templos em Sais. As pessoas iam em procissão com laternas até os templos e invocavam a Luz e a força das deusas para renovar a vida, lembrando a ressurreição de Osíris pelo poder de Ísis.

Celbração de Mara, a deusa eslava protetora dos animais doméstico, principalmente as vacas. Na Rússia, ela era considerada um espirito ancestral, que tecia durante a noite e que podia estragar a tecelagem das mulheres se não fosse devidamente homenageada. Em seus aspecto "escuro", ela é Mora ou Smert, a deusa do destino e da morte

Dia de são João no calendário cristão, reminiscência das antigas celebrações do solsticio de verão e dos rituais de fertilidade, substituidos por festas populares, feitas artesanais e casamentos simbólicos

Primeira aparição de Nossa Senhora de Medjugore. em 1981, na Iugoslávia, uma das manifestações da Grande Mãe na figura de Maria, a unica deusa que continua sendo venerada no mundo ocidental atual.

Fors Fortune, dia sagrado das deusas For e Nortia, precursoras etruscas da deusa da fortuna. Neste dia os romanos pediam as bênçãos das deusas para lhes dar sorte.



22 junho 2012

Yule para os nativos norte-americanos

O Solstício de Inverno é uma data importante para os nativos norte-americanos, pois marca o inicio de um novo ciclo. É comemorado em Junho no Hemisfério Sul e em Dezembro no Hemisfério Norte. Para este povo essa data é chamada de “regeneração da terra” porque o sol não se move por quatro dias.
Esse dia é dedicado a jejuns, orações e rituais de “fortalecimento” do sol. Os Xamãs abriam as “sacolas de poder” da tribo e as refaziam. Além disso, todas as pessoas que ali viviam eram purificadas e abençoadas.
Para os norte-americanos o Solstício de Inverno é simbolizado pela direção Norte e pelo Búfalo Branco. O Búfalo Branco traz uma mensagem que nos diz para voltarmo-nos para dentro de si e para trabalhar a limpeza, a renovação e a pureza de espirito.
Além disso, para eles, uma noite anterior ao Solstício, por ser a noite mais longa do ano, simboliza a gestação antes de um nascimento. Costuma-se fazer rituais e meditações voltadas para a focalização da luz em nossa consciência.





20 junho 2012

Yule para o povo nordico

Yule teve origem dos povos celtas e nórdicos.
Para o povo Nórdico o solstício de Inverno era comemorado durante doze noites seguidas. A primeira noite de comemoração era dedicada a Deusa Freya. Tal Deusa é a criadora do universo e era representada no topo da “árvore do mundo”. Nesta época do ano Freya torna-se mãe amorosa e cheia de vida dando a luz ao filho solar.
Na tradição cristã Freya que era representada no topo da “arvore do mundo” foi substituída pela estrela no topo da arvore de Natal.
Pouco se sabe sobre os outros dias de comemoração do Yule para os povos nórdicos. Além disso, há muitas divergências de informações sobre tal ritual.
Sabe-se somente que Frigga, Deusa-mãe da dinastia de Aesir e esposa de Odin, também é homenageada no Solstício de Inverno.
Alguns estudiosos em mitologia nórdica acredita que na antiga Escandinávia o Yule começou com a morte de Baldr.
Baldr teve a morte arquiteta por Loki , Deus da trapaça. Contudo sua morte veio pela mão de Hoðr. Hoðr é um Deus cego que de acordo com a história matou Baldr com visco. A única duvida dos estudiosos de mitologia é que visco pode ser tanto uma arma quanto uma planta, e não se sabe com qual delas o ato foi praticado.
A noite mais escura e longa do ano marca sua morte.
Nos contos Frigga, sua mãe chorou por três dias e três noites até que o visco muda-se de vermelho para branco e assim Baldr teria ressuscitado.
Na mitologia nórdica nesta época era de costume crianças deixarem doces em botas e porem o presente na porta de entrada das casas. Essa oferenda era dedicada a Odin que quando passava por Midgard (terra dos homens) em sentido a Nifhel (terra dos mortos) a procura de seu filho Baldr recolhia as oferendas. Foi assim que surgir o conto do “Papai Noel” para os cristãos.



18 junho 2012

Yule ao redor do mundo

O Yule tem comemoração em diversas culturas.
No antigo Egito ele comemorava o renascimento do Deus Ra e a criação do universo. Caso neste dia chovesse havia um presságio de que Rá estava chorando e abençoando a terra neste novo ciclo.
Os Romanos acreditavam no Deus Saturno e a ele o ritual era dedicado. O festejo era realizado na Saturnália com festas libertinas e com troca de presentes entre amigos e familiares. O Deus Apolo também era homenageado e a ele era oferecido uma casa feita de folha de louro e velas acesas.
O festival de Kwanza é realizado na Africa e celebra os sete princípios da vida. No ritual constuma-se fazer com que cada membro da família acenda uma vela por dia e discuta um dos sete princípios da vida. No fim dos sete dias fazem uma festa que reúne amigos e familiares.
Contudo as pessoas também discutiam durante os dias de ritual Kwanza sobre suas culturas e suas colheitas, comentavam das graças do Criador, se lembravam de seus ancestrais e de seus ganhos ao longo da vida e basicamente agradeciam aos Deuses.
O Judaísmo faz uma celebração parecida, mas o nome é Hanukklah. Comemora-se a Luz. O Menorah ou Hanukiah é o principal instrumento do ritual, é um candelabro com nove ramificações. Uma das chamas do candelabro (Hanukiah) possui uma localização distinta, ou mais acima ou mais abaixo das demais. Tal luz se chama Shamash e sua tradução é “atendente”, pois é ela que auxilia na utilização das demais. Como utilizar as luzes do Hanukiah é proibido por ser sagrada há uma luz auxiliar.

Para a tradição Druida encenava-se, nesta data, o cobate entre o Rei do Carvalho, regente da metade luminosa do ano (de Yule a Litha) com o Rei do Azedinho, regente da metade escura do ano (de Litha a Yule).
O Rei do Carvalho vencia a luta e isso simbolizava a vitória da luz, da expansão, do crescimento sobre a escuridão, a decadência e a aridez. Um talismã de boa sorte e proteção era entre aos participantes do ritual pelos sacerdotes, nesta época do ano.



16 junho 2012

Yule

Yule é considerado o Natal dos celtas e dos nórdicos. Muitos dos rituais antigos praticados por esses povos foram incorporados à religião Cristã. Além disso, simbolismos natalinos como a Arvore com a estrela na ponta, a bota de natal na porta de casa, comidas típicas natalinas também tem origem pagã (iremos comentar sobre esses assuntos nos dias decorrentes). Seu nome significa em norueguês antigo “roda” e este Sabbat é considerado tempo de mudança.
Yule na roda do ano é o oposto de Litha. É a noite mais longa do ano, mas seus dias a partir deste sabbat começam a ser maiores do que a noite. Logo, ele marca a metade clara do ano e o fortalecimento da Luz.





14 junho 2012

As musas gregas

Dia das musas. Em numero de nove, na tradição grega elas eram filhas de Zeus, o rei dos deuses e de Mnemosyna, a deusa da memória. Nascidas perto do monte Olimpo, foram criadas pelo caçador Crotus que, após sua morte, foi transformado na constelação de Sagitário.
Conforme os autores, o numero das Musas variam de três a nove, embora na maioria dos mitos fala-se sempre sobre nove Musas.
Elas eram:

• Clio, “a regente da fama”, da história e dos escritos;
• Euterpe, “a regente da alegria” e da música;
• Thalia, “a festiva”, e regente da comédia;
• Melpomene, “a entristecida” e regente da tragédia;
• Terpsichore, “a amante da dança” e do canto;
• Erato, “a que desperta o desejo”, regente da poesia erótica;
• Polyhymnia, “a que medita”, regente da meditação e dos hinos;
• Urania, “a celeste”, regente da astronomia;
• Calliope, “a que tem a voz bonita”, regente da poesia épica;

Às vezes, eram mencionadas apenas três musas: Melete, a que praticava, Mneme, a que recordava e Aoide, a que cantava. Havia também nomes diferentes para o grupo todo, de acordo com a localização.
As musas são detentoras de poderes proféticos e da capacidade de inspirar e estimular a criatividade dos artistas.





12 junho 2012

Celebração do Dia

Shavuot, a festa hebraica dos grãos agradecendo a colheita e celebrando a Deusa Shekinah.
Shekinah era o ser primordial, a manifestação da divindade na Terra que podia ser percebida, vista e sentida somente por meio dessa emanação feminina.
Também era chamada de Graça Divina, Música das Esferas, Luz Primordial, Ser Supremo ou Arvore da Vida, sendo representada sentada sobre o trono da compaixão, que era ou um tripé ou um dólmen (simbolos comuns na tradição da deusa).
Como Arvore da Vida, ela produzia doze frutos diferentes um para cada mês e suas folhas curavam os males.
Com o passar do tempo, os religiosos e historiadores patriarcas transformaram-na em uma semideusa subordinada a Jeová.

Festa de Mut, a Grande Mãe Nubia, a "Deusa Abutre", protetora de todos os seres vivos.
Seu nome significa Mãe, sendo doadora da vida e da morte. O culto a Mut precedeu o de Ísis como Deusa Mãe.

Celebra-se também no dia de hoje Hu Tu , a imperatriz da terra na China, padroeira da fertilidade e reverenciada pelas mulheres na cidade proibida.

Skiraphoria, o festival grego das mulheres em homenagem a Skira, antiga deusa da colheita.

Há também o festival japonês para afastar os infortúnios e atrair a boa sorte. As pessoas lavavam seus cabelos em um rio ou riacho para se livrar dos males, entregando-os à correnteza.



21 abril 2012

Samhain ao redor do mundo

Samhain é uma festa celta que foi incorporada ao dia das bruxas. Essa sabbat tem relação com os antepassados. Ele é uma forma de agradecimento pelo que se adquiriu e pedir queima do que não se deseja mais. Ele é o ano novo pagão. Ao redor do mundo esse sabbat é pouco relatado, pois é fechado e somente poucas pessoas participam dele. Os Romanos tinham uma comemoração própria para seus antepassados. Essa festa era comemorada na Lemúria próximo ao dia 9 a 13 de maio. Não se sabe ao certo o tipo de ritualística usada nessa data, pois os relatos são poucos a respeito disso. Com a cristianização a festa de homenagem aos antepassados passou a ser comemorada dia 31 de outubro com o nome de Halloween Day. Sua data foi escolhida no fim de outubro para que ficasse próxima do Dia de finados. No oeste da Bretanha Samhain é representado pelos kornigou, tipo de bolo em forma de chifre que representa o Deus do Inverno. No País de Gales comemorasse o inicio da metade escura do ano chamasse Galan Gaeaf. No Mann, uma ilha localizada entre a Grã Bretanha e a Irlanda comemorasse Hop-tu-naa. Esse festival marca o ano novo. Tradicionalmente as crianças se vestem de seres assustadores, levam nabos em cestas ou invés de aboboras e batem de porta em porta pedindo doces ou dinheiro. Essa forma estereotipada de crianças vestidas de monstros e bruxas pedindo doces ou dinheiro (Doces ou Travessuras) aconteceu por ser uma época onde o véu entre os mundos está mais tênue. É comum pessoas verem coisas que aos olhos dos comuns são inexistentes. É uma época de se recolher e de planejar para seus próximos planos de vida.

17 abril 2012

Samhain

Samhain ou Halloween para a roda do ano do Hemisfério Sul não é comemorado dia 31 de outubro e sim em abril. Esse sabbat significa para os celtas o final de um ciclo e o inicio de outro. Esse simboliza o ano novo e é o terceiro e ultimo sabbat de colheita. Samhain é regido pela Deusa Anciã. Na noite em que se é comemorado Samhain o véu entre os mundos está mais tênue e é possível se comunicar com seus antepassados. É um bom momento para se libertar de lembranças, saudades, desapego e nostalgia.
Nos países nórdicos e celtas acreditava-se que vários espíritos da natureza principalmente as fadas escuras costumavam perturbar humanos e animais. Para mantê-los a distancia era comum fazer uma oferenda e deixar nos bosques ou acender muitas velas e/ou aboboras iluminadas.
Nesse ritual reverenciam-se os antepassados.


18 março 2012

Premio Nobel de Literatura

O Premio Nobel de Literatura teve seu primeiro laureado no ano de 1901. Contudo, a primeira mulher a ganhar tal título foi em 1909.
Selma Lagerlöf, Sueca ganhou o Nobel quando tinha 58 anos. Ela teve mais de 25 obras publicadas.
Apenas 17 anos mais tarde outra mulher foi laureada. A Italiana Grazia Deledda. Ela ganhou o Nobel por escrever de forma clara e plástica a beleza de sua terra natal e por em seus poemas os problemas das pessoas de forma profunda e simpática.
A norueguesa Sigrid Undset foi outra a merecer tal mérito de premiação. No ano de 1928 ganhou por descrever tão precisamente a vida nórdica na Idade Média.
Em 1938 a Estadunidense Pearl S. Buck, que teve mais de 70 trabalhos publicados, ganhou o Nobel por sua descrição rica e detalhada da vida dos campesinos chineses.
A chilena Gabriela Mistral ganhou o premio em 1945, apenas duas premiações após a ultima mulher ter ganhado. Isso se dá, pois no ano de 1940 a 1943 não houve premiações do Nobel de Literatura. Ela publicou uma média de 20 poemas e sonetos e foi laureada aos 56 anos. Ela virou símbolo de idealista latino-americana. Isso se deu, pois suas líricas eram voltadas para as emoções.
Somente 28 anos depois outra mulher foi laureada. A alemã Nelly Sachs. No mesmo ano um homem também ganhou. Nelly Sachs recebeu o titulo por sua lírica comovente sobre o destino de Israel.
Toni Morrison ganhou em 1993 por seus textos densos sobre as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX. A estadunidense teve mais de 20 trabalhos publicados, divididos entre artigos, romances, peças, literatura infantil e etc.
A polonesa Wisława Szymborska foi a 93º pessoa e a 7ª mulher a ser premiada. Ganhou tal título por escrever através de contextos históricos textos irônicos.
No ano de 2004 a australiana Elfriede Jelinek recebeu o Nobel aos 58 anos. Seu premio foi merecido por criar vozes e contra vozes em peças teatrais e novelas com zelo linguístico e mostrando os clichês das sociedades e do poder subjugante.
Apenas 3 anos depois a Estadunidense Doris Lessing foi laureada.
A ultima mulher a ganhar o Nobel de Literatura foi a Alemã Herta Müller. Ela possui mais de 25 livros publicados e recebeu o premio aos 56. Em 2009 ela ganhou por em seus textos relatar com franqueza o mundo dos desapossados.



15 março 2012

Mulheres da America do Sul

No Peru as mulheres sofrem de outro mal. Todas são iguais às brasileiras quando se trata de ir ao trabalho, escola e faculdade. Algumas ainda levam as tradições andinas como modo de vida e sustento, mas as mulheres sofrem de outro problema. O índice de violência sexual é grande e na época do conflito armado (entre 1980 e 2000) houve um aumente nesse tipo de violência. As mulheres que tiveram essa experiência aguardam uma remuneração do governo por serem vitimas desse conflito desde então. Cerca de 1657 mulheres sofreram estupro e 428 outro tipo de violência sexual que ainda não receberam do governo restituição por serem vitimas e por ter sido violado seu direito constitucional de não realizar qualquer questão de cunho sexual sem consentimento. Uma instituição não governamental chamada Demus luta pelo direito das mulheres peruanas. Ela critica a politica peruana quando se trata de abusos, violência sexual ou de outro tipo e descriminação. Outra questão sofrida pelas peruanas no mercado de trabalho é a não remuneração igualitária entre os sexos. Muitas mulheres protestam contra tal ato e pouco é ouvido sobre tais questões. No Chile a tentativa de inserção da mulher no meu democrático não é muito diferente que no Peu. Há muitos projetos de orientação para que a mulher seja mais bem informada e capacitada para a competição no mercado de trabalho e consequentemente no seu próprio sustento. Os direitos femininos chilenos permaneceram intactos desde ditadura de Pinochet, de 1973 a 1990.
Uma das questões mais discutidas no país é em relação ao aborto. Muitas mulheres concordam com o aborto, hoje assunto totalmente proibido, quando o mesmo causa risco ao bebê, a mulher ou foi gerado a partir de uma violência sexual. Em outros países da América do Sul as questões são parecidas com os citados. Violência sexual e/ou físicas, desigualdade democrática, discriminação cultural é um dos problemas vividos pelas mulheres da América do Sul. Todavia, muitas entidades não governamentais lutam pelo direito de tais mulheres para a melhora de suas qualidades de vida.



13 março 2012

Mulheres da America do Sul

Na América em geral o povo foi submetido basicamente a Europa. No período das navegações, os europeus foram em buscas de colônias para extração e abastecimento do centro do mundo na época, a Europa. Isso fez com que a América como um todo tenha tido misturas de culturas a tornando um continente e com uma diversidade cultural grande. A América no Sul tem mais esse traço, pois a escravidão terminou depois da América do Norte. No Brasil, por exemplo, temos holandês, português, espanhol, índio e africano das mais diversas tribos da África.
Nossa cultura é muito baseada na africana e na portuguesa. Isso ocorre, pois os africanos foram a mão de obra braçal para a construção do nosso país. As mulheres tipicamente brasileiras da época (as indígenas) acabaram sendo acuadas e extinguidas na sua cultura porque era mal vistas pelos católicos e porque os índios preferiam fugir a trabalhar como escravos o que lhes custava à vida. O lado cultural português sobrepôs o africano por ser “mais civilizado” ao ver dos europeus. Apesar disso, a cultura africana permaneceu e é possível ver traços dela até hoje ao longo do Brasil. As mulheres brasileiras ao longo da evolução do Brasil e das outras colônias da América do Sul foi vista apenas como esposa ou mãe, nada, além disso.
Aos poucos a mulher foi adquirindo cargos e saindo de casa para os trabalhos, tomando assim uma posição antes masculina. As brasileiras tiveram ganhos quando se fala da lei constitucional. Hoje em dia as mulheres têm direito ao voto que foi uma conquista do ano de 1928 em um estado nordestino. Nesse ano o voto ainda não estava oficializado no país todo, pois não havia entrado para a constituição. Apenas no ano de 1932, no governo de Getúlio Vargas, que era considerado eleitor quando pessoa acima de 21 anos independentemente do sexo.
Outra conquista feminina na história brasileira foi a lei Maria da Penha que garante a não agressão masculinas nas mulheres brasileiras. O que muitos não sabem é que essa lei é tanto para agressões físicas como psicológicas. Apesar das brasileiras estarem garantidas na constituição, não é o que acontece no dia-a-dia de muitas mulheres. Hoje o estado do Pernambuco é o com maior índice de violência doméstica. Em certas cidades desse estado mulheres quando escutam outra mulher ser agredida, elas se reúnem na porta a agredida, usam apitos para que o homem agressor se iniba com o barulho. Elas alegam que é a única maneira de ajudar uma a outra, pois a lei é inexistente na região. Além disso, muitas mulheres que procuram o acolhimento da lei reclamam de não ter um lugar para ir morar e que a lei apesar de garantir que o agressor fique longe da vitima isso é quase que inexistente.



11 março 2012

Prêmio Nobel de Medicina

O premio Nobel de Medicina premia quem estuda fisiologia ou medicina, descobrindo coisas na área da saúde. Sua primeira nomeação foi em 1901 e somente no ano de 1947, após já 52 premiações uma mulher ganhou tal titulo.
Gerty Theresa Radnitz Cori foi uma bioquímica estadunidense que ganhou tal mérito devido a suas descobertas do processo de conversão catalítica de carboidratos.
Somente 30 anos depois (1977) outra mulher veio a ganhar o Premio. Seu nome foi Rosalyn Sussman Yalow. Ela era física nuclear também estadunidense e descobriu vários hormônios produzidos pelo hipotálamo.
A terceira laureada foi a botânica dos Estados Unidos Barbara McClintock que recebeu o titulo por trabalho com os transposões (sequencia de DNA).
A primeira premiada que não era dos Estados Unidos foi a Italiana Rita Levi que ganhou seu titulo aos 77 anos. Em 1986 recebeu o premio por suas descobertas do fator de crescimento da epiderme (termos biológicos usados para diversos tipos de tecidos).
Apenas dois anos depois a estadunidense Gertrude Elion foi laureada por suas descobertas de princípios fundamentais para o tratamento com drogas.
Em 2004 Linda Buck bióloga dos Estados Unidos recebeu o Nobel por seu trabalho de pesquisa dos receptores odoríferos e organização do sistema olfactivo (olfato).
A francesa virologista Françoise Barré-Sinoussi recebeu o titulo do Nobel de medicina no ano de 2008 após ter algumas descobertas sobre o HIV.
As duas últimas mulheres laureadas trabalharam juntas e com mais um homem na pesquisa sobre enzimas ligadas aos cromossomos humanos. No ano de 2009 as estadunidenses Elizabeth Blackburn e Carol Greider, ambas biologoas moleculares ganharam o Nobel.
Desde o inicio da realização do premio as mulheres tem ganhado mais espaço nas pesquisas e nos prêmios.




09 março 2012

Ásia

Na Ásia é comum no nascimento de uma criança verificar o sexo. Homens são bem vindos enquanto mulheres nem tanto. Quando se tem uma menina como filha geralmente eles a matam, a entregam para adoção ou a vendem, sem nem saber para qual fim ela será usada.
No ano de 2006 na China 98% das crianças para adoção eram meninas.
Necessidades básicas das crianças são distintas entre homens e mulheres. Quando uma menina fica doente raramente é levada a um médico e seu processo de vacina nem sempre é completo. Em termos de alimentação a dedicação é maior para o sexo masculino já que não é de grande importância perder uma filha. Isso ocorre, pois é somente no homem que a família garante o sustento tendo em vista que na China não a sistema de aposentadoria. Além disso, com a politica de filho único adotado na China é preferencial um homem do que uma mulher tendo em vista que é através do sexo masculino que o nome é passado. O termo usado atualmente pelos historiadores quando se trata da Ásia mais especificamente China é “continente ou país negro para as mulheres”.
É muito comum o aborto e os crimes infanticídios quando se tratam de meninas para o nascimento. Devido a este ato a Ásia está sofrendo de um desequilíbrio demográfico.
Hoje é de costume uma única mulher ter mais de um marido em certas regiões deste continente. Ela passa um dia por semana (média) com cada marido, realizando os afazeres domésticos e tendo relações sexuais com eles.
As dificuldades das mulheres ao longo da Ásia são distintas, mas não quando se trata de igualdade em algum setor com os homens são iguais.
No Japão, por exemplo, após a segunda guerra mundial a constituição de 1947 garante a igualdades entre os sexos, mas, no entanto continua o peso do caráter patriarcal. Apesar da lei de oportunidade de emprego de 1986 as diferenças dos salários e nas posições oferecidas no mercado de trabalho entre os sexos são imensas. Outro grande problema feminino atual no Japão é o direito a previdência que só é possível quando estão vinculadas a homens, no caso maridos.
No Afeganistão a situação feminina mudou desde a queda do regime talibã em 2001. Antes disso só era permitido ir ao colégio ou trabalhar com a tradicional burca. Ainda sim vários direitos básicos da mulher afegã são violados.
Na Índia a diferença entre a população feminina e masculina é de 32 milhões de pessoas. Isso se dá devido a abortos, maus tratos e assassinatos quando se trata de crianças do sexo feminino. Também é significativo o rito do “sati” onde a viúva é queimada até a morte quando o seu marido falece primeiro. O índice de violência doméstica na Índia é uma dos maiores do mundo.
Já no Paquistão o motivo de serem discriminadas é devido à crença de que a mulher é inferior ao homem. Dentre os problemas sofridos pelas paquistanesas o que causa maior revolta na sociedade mundial é o de assassinato por honra onde uma mulher é mortal por uma “conduta imoral”. O presidente Musharraf prometeu combater tal tipo de assassinato, mas as praticas ainda são frequentes.
A única mulher asiática a ganhar o Premio Nobel da Paz foi Aung San Suu Kyi que em 1991 recebeu tal premio devido à luta contra a violência e em defesa dos direitos humanos na Birmânia, cidade onde nasceu.

“Se o meu povo não está livre, como posso dizer que estou livre? Ou estamos livres juntos ou não estamos livres.”
Aung San Suu Kyi's



07 março 2012

Mulheres asiáticas

A Ásia é o maior continente do mundo e com ele traz uma grande parcela da população feminina.
Neste continente quase que por inteiro a tarefa feminina é cuidar do lar e dos maridos. Só pelo fato de serem mulheres já não são bem vistas na maioria dos países que compõe este continente. Isso se dá, pois acreditam que pessoas do sexo feminino sejam inferiores aos homens.
É muito comum vermos tais mulheres vinculadas à indústria do sexo, pois muitas são vendidas ainda jovens ou então postas em casa de adoção sendo tal forma de trabalho a única viável para o seu próprio sustento.
Uma das profissões mais famosas japonesas no mundo é as das Oiran que são muito confundidas com as Gueixas. As Gueixas trazem apenas a arte de contar histórias, dançar e tocar instrumentos, isso tudo dentro da cultura tradicional japonesa. Elas podiam até flertar com seus clientes, mas não passava disso. Já as Oiran são as cortesãs, ou prostitutas japonesas.
Ambas pintam o rosto com maquiagem branca e usam aquela roupa tradicional a diferença está que a gueixa ata seu obi atrás enquanto as oiran atam na frente.
Apesar das gueixas serem muito respeitadas no Japão continuam sendo isoladas dos homens e só ganham sua simpatia por trazerem a arte milenar. Atualmente o numero de gueixa é muito reduzido já o de oiran é grande ate mesmo devido ao turismo.
Um dos desenhos animados da Wall Disney, Mulan foi baseado na maior lenda chinesa Hua Mulan. Até hoje não se sabe se tal personagem realmente existiu ou foi uma criação. Sabe-se que a historia data-se do século VI. Esta lenda é a de uma menina que toma o local do pai no exercito chinês ao colocar sua armadura e se portar como um homem diante do exercito. Sua família teme a descoberta da sua farsa, pois ela seria condenada a morte.



05 março 2012

Prêmio Nobel da Paz

No premio Nobel da Paz apesar da maioria dos laureados tenham sido homens algumas mulheres também ganharam. No ano de 1905 a primeira mulher laureada chamava-se Bertha Von Suttner. Ela era Austríaca e não há muitos relatos detalhados da sua luta, apenas se sabe que ela era pacifista.
A segunda mulher a ser laureada foi dos Estados Unidos em 1946. Ela participou da Liga Feminina Internacional para a Paz e Liberdade
No ano de 1976 duas mulheres foram premiadas. Ambas foram as fundadoras do Movimento das Mulheres para a Paz na Irlanda do Norte, mais tarde chamado de Peace People (Gente de Paz). Tal projeto incentiva a resolução pacífica dos conflitos que afligem a Irlanda do Norte.
Apenas três anos depois em 1979, Madre Teresa de Calcutá recebeu o premio Nobel da Paz por lutar contra a pobreza na Índia. Ela era típica da Albânia e talvez tenha sido a laureada mais famosa dentre as mulheres.
Em 1982, Alva Reimer Myrdal recebeu o premio por fazer campanha contra o desarmamento. Ela era da Suécia e quando recebeu o Nobel estava com 80 anos.
Rigoberta Menchú Tum foi laureada no ano de 1992 pela campanha pelos direitos humanos, especialmente a favor dos povos indígenas, sendo Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO e vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional. Ela é da Guatemala e tem origem indígena.
Em 1997 a Estado Unidense Jody Williams foi premiada com o Nobel da Paz, dividido com a Campanha Internacional para a Eliminação de Minas (ICBL), pelo seu trabalho em prol da proibição do uso de minas unipessoais e sua remoção.
Apenas em 2003 que outra mulher foi premiada com o Nobel da Paz. Seu nome é Shirin Ebadi e ela é típica do Irã. Ela foi laureada pelo seu empenho com as questões dos direitos humanos iraniano além de ser defensora da implantação da democracia no seu país.
Um ano depois a primeira africana foi laureada. Wangari Maathai do Quênia ganhou o premio por ser ambientalista e ativista dos direitos humanos do Quênia.
No ano passado apenas mulheres ganharam tal mérito do Premio Nobel da Paz. Duas delas são africanas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e a terceira do Iêmen, todas as três lutaram pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres à sua plena participação na construção da paz e trabalho.



03 março 2012

Mulheres africanas

A mulher africana talvez tenha sido a que lutou pela maior variedade de direitos que alguém pode receber. Elas lutaram pela opressão colonial, contra fome, miséria, AIDS e opressão feminina em alguns casos. Atualmente o continente Africano é o com maior índice de doença sexualmente transmitida. Em certas tribos acreditam-se que ao se realizar uma relação sexual com uma mulher virgem o homem contaminado perde a doença. A África hoje é o continente mais carente de informação e distribuição de medicamentos nesta linha. Em outras tribos as mulheres morrem cedo devido a clitoridectomia. Esse procedimento se dá da retirada do clitóris até os pequenos lábios da vagina da mulher. Tal ato é comum em certas tribos e o objetivo é que a mulher não sinta prazer nas relações sexuais. Este rito de passagem é variante de 1 semana de vida aos 14 anos. O problema se dá na não esterilização da faca, navalha ou tesoura o que causa uma série de infecções que muitas das vezes causam a morte da mulher ou a infertilidade. A OMS (organização mundial da saúde) estima que entre 80 a 114 milhões de mulheres já passaram por este rito.
Na maioria das tribos africanas a mulher tem um papel secundário na sociedade e outras vezes ocupa um cargo religioso.
Poucas foram as mulheres que tiveram voz e coragem para serem ouvidas pela sociedade em geral. Entre elas destaca-se Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Wangari Maathai.
No ano de 2011, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee ambas da Libéria ganharam o Prêmio Nobel da Paz. O comitê disse após a anunciação do premio que elas foram recompensadas pela luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos de participar dos processos de paz. Além disso, o comitê disse que espera que este premio ajude a por um fim na opressão vivida por muitas mulheres pois não é possível alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtiverem as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade

Já Wangari Maathai que ganhou o Premio Nobel da Paz em 2004 lutava pelo meio ambiente. Ela faleceu em 2011 aos 71 anos de câncer.



01 março 2012

Mulheres africanas

O dia internacional da mulher é para todas elas, independente da classe social, do país, continente, cultura ou religião. África, berço de base de muitas culturas, hoje considerado um continente perdido. Para quem será tal continente perdido? Nele é possível ver variações nas tribos e nos hábitos das mulheres. Mulheres sofridas e guerreiras, que se pintam, e se adereçam como em qualquer outra cultura para se sentir mais bonitas do que já são. Existe um dia especial para esta mulher que é 31 de junho. Tal data nasceu devido a Conferencia da mulher do oeste africano de 1961 que teve como objetivo realçar as qualidades delas. Essa data só passou a ser comemorada no ano de 1962 e poucas pessoas a conhece. Apesar do que muitos pensam o continente africano é o mais rico em diversidade cultural. Nos mais de 50 países da África acredita-se que tenha uma variedade de 20 grupos étnicos por país. Cada grupo possui sua forma de vida, seus costumes e tradições. Tais tribos costumam chocar as pessoas por possuírem hábitos de vida e forma de adereços tão distintos dos nossos.
Algumas tribos e os adereços femininos:

• Tribo Surma: É composta por um povo isolado no sudoeste da Etiópia. Suas mulheres costumam usar um disco de madeira no lábio inferior. O tamanho do disco é o tamanho do dote pago à família do noivo. Elas só podem ficar sem o tal disco quando não há homem por perto. Para tal tribo quanto maior o disco mais rica e bonita a mulher é. Em ocasiões festivas é normal ter o corpo pintado.

• Tribo Ndebele: Fica em Lesedi (Sul da Africa). O costume da tribo após o casamento é o uso de pesadas argolas de metal nos braços, pernas e pescoço das mulheres. Segundo elas tais argolas servem para não fugirem dos maridos ou não olharem para o lado.

• Tribo Padaung: Fica em Burma as mulheres tem o mesmo costume que na tribo Ndebele e são conhecidas como mulheres girafas. O pescoço delas é alongado com argolas de metais que podem chegar a 30 cm e vão sendo substituídos até a fase adulta. Para tal tribo o pescoço é o centro da alma por isso eles o protegem com tais argolas que podem pesar até 12 quilos. Elas podem retira-las para o banho, mas segundo elas depois de alguns anos eles viram parte de seus corpos
.
• Tribo do Vale do Omo: É composta no leste da África. Costuma-se usar a natureza para pintar o corpo. Nesta região a variação de cores oferecida pela natureza é imensa como, por exemplo, o ocre, vermelho, branco e o amarelo. Tais pinturas são extraídas de pedras, pó, barro, frutos e plantas.






• Tribos da Nigéria: Em algumas tribos da Nigéria as mulheres ferem sua pele quando se trata de uma fase importante na sua vida. Quando tais feridas cicatrizam se tornam feito uma renda no corpo. Tais desenhos corporais começam aos 5 anos de idade e elas só são consideradas aptas para se casar quando o desenho estiver pronto.

• Tribo Hamer: Em tal tribo a cerimonia mais famosa é a da passagem da adolescência para a vida adulta. O menino salta nu por um touro e a partir daquele momento já é considerado um homem. Já as meninas neste mesmo dia vira suas costas nuas para que batam nela. Depois quando as feridas cicatrizam elas mostram as feridas como forma de mostrar o laço de família. Ao contrario do que muitos pensam esse momento é esperado por ambos os sexos.

• Tribo Arbore: Esta talvez seja uma das menores tribos da África. Sua população hoje é de 4 mil habitantes. É de costume as mulheres usarem panos pretos em seus rostos. A crença principal dessa tribo é que através do canto e da dança eliminasse a energia ruim e traz boa sorte ao grupo e são as mulheres que costumam cantar e danças nessa tribo

• Tribo Zulu: Acredita-se que seja hoje uma das maiores tribos. É muito guerreira e
lutou contra os ingleses na invasão por colônias. Sofreu com o “Apartheid”. É normal o consumo de cerveja em festas e na alimentação padrão. A vestimenta das meninas é diferente da das mulheres. As mais velhas se cobrem por inteiro em uma veste de nome “isicholo” enquanto as meninas usam apenas contas e o tamanho das esferas tem um significado. Algumas contas simbolizam o amor e outras dão avisos. Os jovens podem cortejar as meninas lhes dando contas para suas vestes. A maioria das mulheres desta tribo ocupam cargos espirituais.


Parte 1


28 fevereiro 2012

Hecate

Hécate é uma Deusa grega filha dos titãs (semideuses) Perses e Artéria. Seu nome significa “a distante”. Alguns acreditam que ela é originária do Egito e mais tarde foi incorporada na mitologia grega. Para os egípcios seu nome significaria “Todo o poder”.
Hécate é considerada a Deusa da magia e da noite. Às vezes é possível vê-la associada à Arthêmis, por ambas serem relacionadas à lua, e às vezes a Perséfone pelo fato das duas residirem no submundo. Hécate para os romanos era a Deusa das encruzilhadas já para os marinheiros ela assegurava uma boa travessia. Por ser associada à magia conhece bem as ervas e os unguentos. Em seu culto costuma-se usar alho. Está também ligada ao cipreste por ser uma arvore que representa o submundo, local onde ela também reside. É uma Deusa que reside tanto no mundo dos vivos quanto no dos mortos. Acreditam que nas cidades e casas onde ela está de guarda os espíritos e os demônios não entram, pois ela não permite. Dizem que é possível vê-la nos cemitérios em dias de lua nova. Hécate uniu-se com Eetes rei da Cólquida (atual Geórgia) gerando uma grande feiticeira chamada Circe.
Hécate é representada sempre com cachorros. Pode aparecer em forma de uma mulher com três cabeças ou como três mulheres. Ela carrega consigo uma ou duas tochas. Na sua cabeça encontra-se o pollos, tiara com uma lua crescente. Algumas imagens relacionadas à Hécate pode trazê-la com serpentes em seus cabelos e pés. Antes dessas imagens (antes do século V) os poetas gregos a viam como um faixo de luz, um faixo da luz da lua. Hécate é uma Deusa tríplice, portanto possui a faceta da jovem, da mãe e da anciã. O cipreste é relacionado a ela assim como os cachorros e ovelhas negras. Comemora-se seu dia em 13 de agosto. Na antiga Grécia e Roma era de costume em suas comemorações sacrificar animais e iluminar o festejo com muitas tochas. Os gregos e romanos acreditavam que tudo que não entrava na festa era odiado por Hécate e se algo que ela gostasse fosse esquecido um espirito iria possuir o corpo do participante do ritual.







A estatueta mais antiga relacionada à Hécate é de terracota e foi encontrada em Atenas com seu nome entalhado. Acreditam que seja do século 6 AC devido a seu estilo, comum na época. Esse monumento representa a Deusa sentada em um trono com uma coroa. Essa obra comprova a forma simples pela qual Hécate era vista pelos gregos antes da invasão persa. Sua primeira representação de forma tríplice foi encontrada no final do século 5 AC e ela foi feita pelo escultor Alkamenes no estilo grego clássico. No século 4 AC foi encontrado uma escultura em mármore na casa de um homem rico da Tessália onde Hécate é representada como uma mulher colocando uma coroa de flores em uma égua. Já no século 3AC ela é representada ainda como uma forma simples, mas às vezes como três mulheres. Uma segura uma tocha, outra uma chave e a terceira uma serpente. Um dos escritos mais famosos desse século conta um sacrifício para a Deusa. No “documento” o autor diz que sacrificou sua ovelha negra perto de um riacho onde havia uma encruzilhada. Ao agradecer e se virar ele ouviu sons de latidos de cachorros, mas não se virou, pois sabia que Hécate havia gostado caso contrário os cães o atacariam. Pelos egípcios de acordo com achados em papiros (ainda não divulgados e nem expostos oficialmente) Hécate é vista como uma mulher de três cabeças com uma tocha e ao seu lado um cavalo e um cachorro. A imagem e a referencia adotado hoje em dia para essa Deusa foi a mesma adotada no século 7 DC. Hécate está relacionada a uma encruzilhada de três ruas ou estradas. Sua imagem ainda pode ser de três mulheres com uma tocha, serpentes e uma chave ou de uma mulher com um cão de três cabeças, que no caso ganhou o nome de Cérbero.






Cérbero é o cão que guardava o submundo. Ele possuí três cabeças e em algumas outras fontes que dizem que ele tinha além delas cobras que cuspiam fogo. Sua calda é algo variante podendo ser de cobra, de dragão ou mesmo de cachorro. Os gregos acreditavam que após a morte as pessoas mantinham a forma física só que não em corpo, mas em alma. Os mortos chegavam ao submundo através de um rio e nos portões estava Cérbero. Não confundam inferno com submundo, pois para os gregos não havia inferno, apenas o palácio dos mortos aonde todos iriam sendo maus ou bons ao longo de suas vidas. O rei do submundo era Hades, irmão de Zeus (Deus do Céu) e Posseidon (Deus do mar). Cérbero festejava a vinda dos que chegavam ao palácio de Hades, mas não os deixavam voltar para o mundo dos vivos.
Apenas algumas pessoas passaram de volta para o mundo dos vivos dentre elas Psique. Hécate podia ir e vir, pois habita os dois mundos e Cérbero a acompanhava.
O mito mais famoso de Hécate é o que está relacionada com Perséfone.
Perséfone (Deusa da agricultura) filha de Demeter com Zeus é roubada e posta no submundo por Hades. Devido a sua beleza Hades a coloca de forma permanente em seu palácio a torna sua esposa. Demeter desesperada, procurando sua filha por todos os lugares e não achando pede ajuda a Hécate e assim que Hécate sabe do paradeiro de sua filha conversa com Hades o convencendo de que Perséfone passe 6 meses no mundo dos vivos e 6 meses no mundo dos mortos. Por isso a terra é fértil 6 meses e os outros meses do ano ela se reserva.







Eetes rei da Cólquida se casou mais de uma vez, mas nuca com Hécate. Com tal Deusa teve apenas uma noite na qual gerou Circe. Ele é um titã filho de Hiperião (Deus Solar primitivo) com Teia (personificação da visão).
Circe sua filha é vista como uma grande feiticeira. Seu nome significa “Falcão”. A Odisseia conta sua história e mantem a fama de grande feiticeira. De acordo com a história Ulisses desembarca numa ilha com seu barco e sobre numa colina para ver sinais de habitação. Ele só localiza um grande castelo no centro da ilha. Para ver se podia contar com a hospitalidade da dona ou dono da casa ele manda homens ao local. Tal castelo é relatado como grande e cheio de leões e tigres que eram homens sobre os feitiços de Circe. Além disso, conta sobre a voz feminina e serena que ouviam de dentro do castelo. Os homens foram convidados por Circe a entrar e ela os ofereceu do melhor em comidas e bebida. No final da visita ela os transformou em porcos, mas ainda com consciência humana, apenas um dos homens não foi transformado, o que não se alimentou e nem bebeu nada oferecido por ela. Ao retornar ao barco e contar a Ulisses o ocorrido Ulisses resolve ajudar seus homens e visitar Circe. Durante a caminhada até o castelo ele encontra Hermes (Deus da fertilidade, da magia, dos caminhos e da divinação) que o avisa sobre os feitiços e lhe dá uma erva contra encantamentos. Ulisses a visitou e após comer e beber Circe lançou seu feitiço e ao invés dele também se transformar em um porco lançou sua espada fazendo com que Circe transformasse seus homens em homens e deve a devida hospitalidade a sua tropa. Após o período de estadia Circe cumpriu sua palavra e ainda ensinou Ulisses a retornar para casa passando pela Ilha das Sereias sem ter problemas com elas. Circe também pode ser vista mais recentemente no filme Harry Potter em uma das figurinhas de bruxos e bruxas famosos dos sapos de chocolate.