"Sou filha do Sol, trazida pelo vento. Sou verdadeira Bruxa por dentro. Bruxa nascida do fogo, meu espirito é soberano. Sou a transformação, a destruição e também sou a criação. Vivo com liberdade, criatividade e lealdade. Assim vão me encontrar. E se procurarem bem no fundo da fogueira, lareira ou de uma vela Os meus olhos vão achar na chama daquilo que queima o meu espirito, estará lá. Mas logo vos aviso, se mau intencionado estás, não procurarás"

Rosângela Amaral

29 novembro 2011

Ixchel

Ixchel ou Xochiquetzal é uma deusa Maia padroeira do parto, gravidez, fertilidade, tecelagem adivinhação, e obstetrícia. Seu nome significa "Senhora do arco-íris". Na cultura maia, Ixchel representa a Lua ela é esposa do Deus Sol, Itzamna. É a principal deusa maia. Em algumas ocasiões, se representava acompanhada de um conselho de sacerdotisas. Como protetora das mães e das crianças, ela é muitas vezes descrita como uma donzela com um coelho, um símbolo de fertilidade e abundância em todo o mundo. A Deusa da Lua é tanto como provedora da vida e da fertilidade como também controladora dos poderes destrutivos da natureza. As Deusas relacionadas a Lua vivem sempre as suas fases, seja ela de criação ou não. Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em primeiro de novembro, Dia dos Mortos.







As lendas mitológicas maias contam que um Deus todo poderoso chamado Itzamma (Deus Sol) criou o mundo e se casou com Ixchel (a deusa da Lua). O resultado desse casamento foi de dois filhos homens e três filhas mulheres que seriam o Deus Yum Kaax (deus do milho), Ek Chuah (deuses dos sacrifícios e das estrelas) e suas filhas Deusa das águas, da noite e do paraíso. Dizem que IxChel apesar de casada com Itzamna tinha muitos amantes e um dia quando não conseguiu mais se ver livre do ciúmes causado por eles ela se tornou invisível para eles e passava as noites assistindo mulheres em trabalho de parto. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta pelo seu avô por ele descobrir que ela tinha amante, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.
É representada como uma anciã derramando um jarro cheio de água sobre a terra e, também, como uma anciã tecendo em um tear de cintura. Isso se dá, pois é a agua quem dá a vida e enquanto ela tece seu tear ela cria nosso destino.








O templo de Ixchel em Cozumel (México) nos faz voltar ao tempo em que os maias estiveram lá e a cultivava. Seu templo se localiza na ilha Dcuzamil, da província de Ecab (hoje Cozumel). Antigamente alguns peregrinos costumavam ir de canoa ate o templo pedir ajuda a Ixchel, além deles, mulheres gravidas também iam até o templo pedir benção a deusa. Ixchel é protetora dos peregrinos e das mulheres. A ilha onde se localiza seu templo também é chamada de Ilha Das Mulheres. Atualmente a oferenda de canoa é algo comum no local. Algumas canoas adentram o mar caribenho e passando dificuldades impostas pela natureza elas voltam com as mensagens de Ixchel. Para os maias, esta viagem foi um compromisso místico em que foram profundamente afetados por seu contato íntimo com as forças da natureza. Todos os anos pessoas que vão ao México participam de um “festival” chamado Travessia do Sagrado Maia onde elas aprendem sobre cultura, as danças, as musicas, formas de vida e muito mais.








Os códigos maias são livros desdobráveis produzidos pela civilização maia. Os textos foram escritos em língua maia em um papel produzido a partir da casca de algumas árvores, sobretudo algumas espécies de figueira. Estes códices são o produto do trabalho de escribas.. Atualmente os códices têm os nomes das cidades onde estão arquivados sendo eles Código Dresden, Código Madrid, Código Paris e Código Grolier.
O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante dos poucos que ainda restam da maioria que foram destruídos pelos espanhóis durante a invasão da América Latina. Tal código encontra-se na biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas seções são ritualistas outras são de natureza astrológica e ele possui 39 folhas.
O Código de Madrid possui uma qualidade de execução inferior, mas ainda mais variado que o Códice de Dresden e deve ter sido elaborado por oito escribas diferentes. Encontra-se em Madrid, Espanha. São 112 páginas, anteriormente divididas em duas seções separadas conhecidas como o Código Troano e o Código Cortesianus, onde não há divulgação do conteúdo.







O Códice de Paris contém profecias e atualmente encontra-se em Paris, esta em péssimo estado por ser jogado no lixo diversas vezes.
O código de Grolier foi encontrado em uma caverna. Não se trata de um códice completo, mas sim de um fragmento com 11 paginas. As páginas são muito menos detalhadas que em qualquer um dos outros códices. Cada página mostra um Deus e entre esta lista encontra-se Ixchel, olhando para a sua esquerda. No alto de cada página encontra-se um número. Ao longo da margem esquerda de cada página encontra-se o que parece ser uma lista de datas. O Códice Grolier foi descoberto no México no ano de 1.965. Um teste realizado datou o código aproximadamente de 1.230. Logo após a sua descoberta e alguns estudos, o documento foi levado para o Clube Grolier de Nova York (1.971), mas atualmente encontra-se desaparecido.





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